Recital da Maria Rezende

MARIA REZENDE FOTO

 

“Pequenos Descobrimentos”

Dúvidas coçam mais que o nascer dos dentes
Certeza vêm dos ossos, tem cálcio no cerne delas
A dor do que não se quer mais é afiada como poucas
A memória é um músculo que muitas vezes se quer flácido
A única coisa maior do que a baleia é a vida da baleia

::Em breve Recital com as poesias da Maria Rezende::

Memória

“Pelo meu temperamento de tímido, que é uma sem-graceira demais, nunca funcionou o diálogo pessoal entre mim e os outros poetas. Senão que só o diálogo livresco. Nunca tive nenhum poeta amigo pessoal de grande convivência. De amizade mesmo. Conheço-os assim meio de longe, de apontar o dedo na rua: -Olha, aquele ali é o Drummond. Pois fico de mãos frias diante das pessoas que muito admiro. Por isso, certa vez, voltei da porta do poeta Manuel Bandeira.[...] Tremi quando me levaram a Rosa. E tremo ainda hoje para falar com Millôr. Em livro sou íntimo deles, e os converso e os aprovo ou desaprovo, e rio com eles. Essa timidez em mim é intransponível e deve vir de um orgulho incurável e feio.”

Fala de Manoel de Barros em “Conversas por Escrito” (Entrevistas 1970-1989) in Gramática expositiva do chão (poesia quase toda). Editora Civilização Brasileria
ELISA E MANOEL

Roda da Lucinda

Elisa Lucinda e Geovana Pires, juntamente com os alunos da Casa Poema, vão realizar um recital de poesia falada em homenagem a Millôr Fernandes e Alessandro Uccello. A Roda da Lucinda vai acontecer no dia 27 de outubro na Livraria Saraiva do Leblon, às 20h. Nos vemos lá!

Roda da Lucinda

Antes do Amanhecer

Nasceu Aurora, filha dos meus amigos João Bernardo e Lívia. Escrevi este poema pra ela. 

Antes do amanhecer

Te escrevo, ó menina,
antes do teu primeiro choro,
anterior ao teu primeiro pensamento,
sem conhecer o teu rosto,
imagino-te apenas,
nova habitante do novo mundo,
nova gente do tempo novo.
Preparamos teu ninho,
minha aurora,
preparamos a porta do palácio – mundo,
varrendo as guerras,
lavando as mágoas,
desmanchando as manchas tristes do chão onde pisarás,
ó preciosa dama!
Escrevo por teu nome, Aurora,
este manto dourado que cobrirá
tua identidade.
Escrevo sem conhecer ainda o teu rosto, antes do teu primeiro choro,
antes de tua primeira idade,
escrevo para que a cidade te aguarde com as honras de quem é filha da poesia, da música e dos amantes da liberdade .
Recebe estas palavras,
ó princesa da melhor novidade,
são versos escritos na madrugada
antes de o galo cantar,
antes de romper a manhã,
são Versos de agora,
saídos do meu coração,
antes do nascer da Aurora.

Elisa Lucinda

Por que a gente é assim?

Elisa Lucinda e Geovana Pires comandam mais uma vez o recital da Casa Poema, “Por que que a gente é assim?”, em homenagem ao Cazuza e em comemoração ao dia do Rock. Desta vez a Poesia da Canção será apresentada na Barra, na bela parceria com a Livraria Saraiva e contando com a participação de todos os alunos da Casa. Estão todos exageradamente convidados!RECITAL_CAZUZA_1507