E x i s t e a m o r e m S P ! ! !

Destacado

 ATENÇÃO: NOVO LOCAL

Rua: Medeiros de Albuquerque, 270, Vila Madalena, São Paulo- SP

FlyerOficinaSP2

 

 A Casa Poema oferece mais uma vez à cidade de São Paulo  o workshop de poesia falada. O curso aprimora o transito entre as palavras e nossa expressão delas, levando os oficinandos  a uma verdadeira viagem pelo reino da palavra poética  e seus infinitos alcances. Nestes anos de existência já passaram por nossa escola advogados, djs, psicólogos, professores, médicos, filósofos, estudantes, cantores, atores, menores que cumprem medidas sócio educativas, policiais, professores, e tantos outros profissionais. A grande maioria deixa para trás sua timidez, melhora  seu desempenho oral no trabalho e na vida e ainda ganha mais confiança na própria memória, muitas vezes subestimada. E quem tem mais facilidade acaba ficando bamba. Tudo isso é bom efeito colateral que a poesia realiza. 

 

A oficina acontecerá nos dias 13 a 16 de abril, a partir das 19h, na Rua: Medeiros de Albuquerque, 270, Vila Madalena, São Paulo- SP- São Paulo – SP.

 

(Desconto de 25% para estudantes, professores e artistas)

A primeira aula é aberta!

 

 

Recital Prorrogado até 12 de Março!

 

 

recital prorrogado

 

Poema que o genial e querido Moraes Moreira fez, depois de ver nossa peça “Um Recital à Brasileira”, no Teatro Leblon.

Andava triste, soturno
com as coisas do Brasil.
Até que fui ao teatro
ver Geovana e Lucinda
e não contei ate quatro
a vida já estava linda!

Tamanha era interação
daquelas duas no palco
que eu fiquei inebriado
nem precisei tomar alcool
mas totalmente tomado
comecei a fazer o cálculo:

Que tal levar o espetáculo
para os palácios da vida?
Não falo aqui como crítico
mas como quem tem razão
pra governar, o politico
precisa de inspiração.

Antes de cada sessão
do Congresso Nacional
não falo de brincadeira
poderia ser comum
no Palácio do Planalto
o povo pedir mais um
Recital à brasileira.

(Moraes Moreira)

 

Recital da Maria Rezende

MARIA REZENDE FOTO

 

“Pequenos Descobrimentos”

Dúvidas coçam mais que o nascer dos dentes
Certeza vêm dos ossos, tem cálcio no cerne delas
A dor do que não se quer mais é afiada como poucas
A memória é um músculo que muitas vezes se quer flácido
A única coisa maior do que a baleia é a vida da baleia

::Em breve Recital com as poesias da Maria Rezende::

Memória

“Pelo meu temperamento de tímido, que é uma sem-graceira demais, nunca funcionou o diálogo pessoal entre mim e os outros poetas. Senão que só o diálogo livresco. Nunca tive nenhum poeta amigo pessoal de grande convivência. De amizade mesmo. Conheço-os assim meio de longe, de apontar o dedo na rua: -Olha, aquele ali é o Drummond. Pois fico de mãos frias diante das pessoas que muito admiro. Por isso, certa vez, voltei da porta do poeta Manuel Bandeira.[...] Tremi quando me levaram a Rosa. E tremo ainda hoje para falar com Millôr. Em livro sou íntimo deles, e os converso e os aprovo ou desaprovo, e rio com eles. Essa timidez em mim é intransponível e deve vir de um orgulho incurável e feio.”

Fala de Manoel de Barros em “Conversas por Escrito” (Entrevistas 1970-1989) in Gramática expositiva do chão (poesia quase toda). Editora Civilização Brasileria
ELISA E MANOEL