A estréia foi linda!

Venham conferir esse novo trabalho de nossa querida atriz e poeta Elisa Lucinda, sendo dirigida por Geovana Pires com uma delicadeza comovente!

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Estão todos convidados!

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“A paixão segundo Adélia Prado”!

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Crônica inédita!

“ Verás que um filho teu não foge à luta!”

Em meu peito muitas emoções vêm se aninhando. Mas o que grita à frente de tudo é o coração disparado pela eleição tão importante que faremos domingo. É clara em mim a apreensão pelo que vem acontecendo no mundo, que dá mil passos pra frente, tecnologicamente falando, mas mil pra trás quando perde as conquistas. Às vezes olho a realidade e penso: uai, o homem está ficando mais ignorante? Está “crescendo pra trás?” Chegamos a um ponto onde não podemos mais nos negar a nos desvencilharmos das grandes armadilhas dos sistemas opressores, tais como o machismo, o racismo, o fascismo, tudo que apregoa que por dinheiro, condição ou etnia, uma criatura é superior à outra. Minha querida Adélia Prado escreveu em um de seus livros de prosa: “Eu desejo a morte de tudo que obriga uma criança a escrever: mãe, eu estou desesperado. Ó senhor Presidente, ó senhor Ministro, escuta: o menino foi à escola e escreveu à sua mãe: estou desesperado. Escuta quem tiver ouvidos: os meninos do Brasil fenecem entre montanhas de papel, retórica e medo. E entre ladrões, como Cristo na cruz.” É isso mesmo. Somos o país que mais consome celulares no mundo e não temos nossa saúde e nossa educação garantidas ao nosso povo. Por isso nenhuma proposta de governo que não seja coletiva, que não seja de participação popular, que não seja de inclusão não me interessa. Execro a velha política viciada, doente, esta septicêmica política brasileira acostumada a governar para privilégios seus e de sua gente, aumentando a cada dia a injusta e cruel distância imensa entre a vida de um rico e de um pobre. Para muitos meninos pobres do Brasil não houve infância, até essa palavra é reservada aos ricos. Justiça, por exemplo, é um bem privado. Quem não pode pagar um bom advogado, mofa. Apodrece inocente e entre grades. Educação, cultura, vida saudável e prevenção, e mais saneamento básico não são coisas para todo mundo. Só para aquela fatia cuja ganância campeia criando mais e mais patrões exploradores, desumanos, incentivando carreiras bem sucedidas a custo de benefícios escusos, ou simplesmente do individualismo “selvagem” levado às ultimas consequências. O Rio de Janeiro tem hoje a possibilidade de fazer a diferença no país, e de dar esperança ao jovem eleitor que se envergonha desse Congresso, que se envergonha de seu Parlamento, que não se reconhece ali. É nossa responsabilidade garantir que não é inútil lutar. Em Brasília anteontem, na III Bienal do Livro, foi emocionante o encontro com o público. Na fila dos autógrafos havia uma figura transgênera: um homem com seios, cabelos longos, calça comprida e camisa. Durante uma hora e meia esperou até chegar sua vez para me dizer emocionado: “meu nome é Natanael, eu vim de Aguas lindas pra te ver, demorei duas horas e meia para chegar aqui, e agora já são onze e meia da noite, devo chegar lá de volta às três da manhã. A condução pra lá é péssima, demora demais, tem pouco ônibus. Mas eu vim te ver. Te vi falando um poema na televisão. Comecei a te procurar pra ler. Onde eu moro, que é uma cidade nas adjacências do Distrito Federal, só tem boteco e igreja. Ou se fica bêbado e demente de tanto beber, ou se fica demente por falta de esclarecimento que o fanatismo religioso promove. Eu vim aqui para me nutrir.” Natanael encheu meus olhos de lágrimas. Levantei para abraçá-lo e na dedicatória me declarei o que agora confirmo aqui: “Valente Natanael”. Sei que não é fácil ser o único transgênero numa fila, num lugar público. Por causa do gênero das pessoas atribuímos indignidades e isso é atraso. Autografei o livro pensando naquele brasileiro lúcido, e cheio de razões para criticar um Estado que favorece essa diferença entre classes, e trabalha arduamente e inescrupulosamente para que essa aumente. Os presídios estão super lotados. São bombas humanas. Encarceramos, não vemos e por isso parece que desaparece “o mal”. Meninos que roubam celulares, traficantes, “aviões”, pais que não pagaram pensão dos filhos, ladrões de galinhas, amontoados a outros que mataram, pedófilos e estelionatários estão todos confinados nas cadeias do Brasil. Não podemos mais não pensar nisso. O que fazer com essas pessoas? Seguirão improdutivas para o país aumentando a conta pública? Todas devem ser presas? Não seria a hora de pensar em penas alternativas? Mais trabalhos comunitários? Onde aprendemos que confinamento e tortura são soluções? Só pode ter sido na escravidão! Bem, estou dizendo tudo isso, apontando esse lixo não para baixar o astral de ninguém, nem para ficarmos tristes. Não estou. O Brasil no ponto em que está, sinistro, nos convoca, e como muitos, não fujo à luta.
Quando sentei aqui para escrever, ia falar de outras coisas igualmente importantes. Mas existem narrativas que brotam espontaneamente da gente e, pela sua urgência, imperam e se impõem no texto. O cotidiano e delicado episódio com Natanael em terras candangas me deu vontade de escrever sobre o momento do país. As falhas trágicas da história e o destino fizeram com que caísse na mão do carioca a tarefa de garantir uma bandeira mais humanista aos rumos do Rio de Janeiro e que esse resultado reflita no resto do país. É muito consequente o que diremos nas urnas domingo. Isso não é hora de voto nulo. Votar nulo é a pior coisa que podemos fazer aqui. Não existe neutro em política. Falo isso no mesmo sentido que Desmond Tutu afirma: Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor. É isso que vai acontecer a quem se omitir domingo. Se você não quer que o pastor Crivella governe a cidade mais moderna do país, o cartão postal do Brasil, a cidade referência da América Latina diante do mundo, saiba que você tem um compromisso inadiável domingo. Quando vejo o programa do Marcelo Freixo penso que a política contemporânea não devia mais admitir nada que fosse diferente disso. Tornou-se inadmissível uma administração pública não participativa, não transparente. Chega disso, chega de um País, um Estado ou um Município que a todo tempo ferem a Constituição Brasileira, não garantido a vida, a saúde e a educação do seu povo. Chega. E não cabem mais políticas populistas, baixarias demoníacas nas campanhas. Não cabem mais. O voto no Freixo 50 domingo, não é só a favor de uma política honesta e sã para a cidade do Rio de Janeiro, não é só a favor de uma gestão responsável, democrática, inclusiva, tecnicamente competente, apoiada em profissionais de excelência sem compromissos escusos debaixo do tapete, mas é contra essa herança maldita de conchavos, facilitações, indicações e “empreiteitorismos”. Ninguém aguenta mais ser feito de bobo não. Ninguém aguenta mais os mesmos males. É claro que se tivessem olhado melhor para a educação no Rio de Janeiro teríamos menos crimes de todo tipo e sorte. O que queremos? Que um dia por si só a desigualdade se cale sem que harmonicamente distribuamos o bolo? Isso não acontecerá. Desigualdade causa revolta e guerra. E o mundo do futuro terá que ser um mundo mais compartilhado do que o mundo de posses para poucos. Do jeito que está é projeto insustentável. Fiquei chocada com uma manicure evangélica, quando me disse que ia votar no Crivella e eu perguntei por que. Ela não sabia responder direito. Com calma falei muitas coisas: que eu não considerava as palavras dele um programa de governo; que não gostava do jeito cínico como ele nega que não mistura política e religião, sabendo que nós sabemos que não é verdade; que eu não respeitaria um candidato a prefeito que falta ao debate, que se recusa ser entrevistado e dar a conhecer o seu pensamento com mais profundidade a quem vai elegê-lo ou não. Ela então, me disse que não queria brigar comigo, que gostava muito de mim. Mas meu bem, não estamos brigando, são argumentos, eu disse. E ela: “mas argumento não é coisa de Deus”. Ora, se uma igreja usa argumentos para dizer que argumentos não são coisas de deus, esta instituição religiosa está apostando na ingênua inocência dos seus fieis para convencê-los de seus propósitos, massacrando o seu livre arbítrio, sua capacidade de questionar, o que considero um pecado.

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Elisa Lucinda e Geovana Pires – de Adelia Prado: Sedução.

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Recital de poesias no Bar Semente! Vale conferir!

 

 

 

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Data: Terça, dia 4 de outubro
Horário: 21h
Local: Bar Semente – Rua Evaristo da Veiga, 149
Lapa – Rio de Janeiro

Entrada: um livro de poesia

RESERVAS: contato@barsemente.com.br ou (21) 2507-5188 a partir de 15h

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Mostra Versos de Liberdade!

Mostra Versos de Liberdade

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Recital “Pássaro Poesia” no Bar Semente!

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“Versos de Liberdade”. Um trabalho encantador!

Postado pela OIT:

“Conheça o projeto “Versos de Liberdade”, que leva a poesia a unidades de internação de adolescentes desde 2013 como uma ponte para o emprego de jovens cumprindo medidas socioeducativas.

A iniciativa conta com a participação da poetisa Elisa Lucinda e é resultado de uma parceria entre o Escritório da OIT no Brasil, a Casa Poema Produção e Educação Cultural, a Fundação José Silveira e a Fundação da Criança e do Adolescente.

A produção do vídeo sobre o projeto é uma ação da Década Internacional de Afro Descendentes da ONU e contou com o apoio do Ministério Público do Trabalho e do Ministério Público do Estado da Bahia.

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Convite Recital Poético Versos de Liberdade 20-05-2016

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